Repouso após tratamento de canal

Muita pessoas  tem medo de ir ao dentista fazer uma consulta de rotina. Mas quando se fala em tratamento de canal, esse medo se intensifica. A melhor forma de desvendar essa técnica, que também pode ser chamada de endodontia é aprendendo mais sobre o assunto. “O tratamento de canal nada mais é do que o tratamento da parte interna (polpa ou nervo) do dente. Ele consiste na remoção do tecido pulpar e posterior vedação do canal”, explica a odontologista Renata Martins, responsável técnica da Odontoclinic.

Parece complexo mas não é! Esse tipo de tratamento é feito quando há algum tipo de lesão na polpa do dente, que normalmente causa dores. “Outra indicação comum da endodontia é quando decorre algum tipo de pancada no dente e consequente morte pulpar”, considera a especialista.

Não, nem toda dor de dente é tratada com endodontia, afinal existem outras causas para ela! “Às vezes a dor de dente pode ser devida à cárie imensa à sensibilidade dentária pela exposição da raiz ou até mesmo às dores provenientes da gengiva que podem ser ligadas a dores de dente”.


A boa notícia é que o tratamento de canal não dói na hora. Entretanto, como ele é uma pequeno cirurgia, pode sim causar incômodos depois. “Dependendo da intensidade de inflamação e ou do grau de infecção pode haver desconforto pós-operatório”, ressalta Camila. Só que isso não é regra.

Além disso, como lembra Renata, não fazer o tratamento de canal pode causar ainda muito dor no final das contas. “Em alguns estágios da dor ela pode ser amenizada com medicamentos, mas chega uma hora que os medicamentos não fazem mais efeito e a única solução é o tratamento de canal”, considera a especialista.

A endodontia pode ser feita em apenas uma sessão. No entanto, se existir complicações, esse número pode aumentar. “A a quantia de sessões pode variar de acordo, por exemplo, com o grau de inflamação e infecção do dente, com a complexidade anatômica e também com o grau de dificuldade que cada caso possa apresentar”, frisa Camila.



Complicações são possíveis, como em qualquer outro tratamento. O mais comum é haver uma perfuração da raiz, quando há um desvio do instrumento. “Essa perfuração pode ser tratada e fechados porém somente um especialistas está apto a realizar essa técnica corretamente”, adverte a odontologista Renata.

Não são necessários muitos cuidados após o canal, apenas evitar a mastigação em cima daquele dente afetado, para que ele fique em repouso. No entanto, é provável que o paciente faça isso mesmo que inconscientemente. “Além disso, é importante manter a higiene apropriado e tomar adequadamente as medicações quando prescritas por seu dentista”, considera Camila.

Muito pode acontecer quando é preciso fazer o tratamento de canal, mas se foge do dentista. “O dente que não é cuidado endodonticamente, vira um foco de infecção no organismo do paciente, que é arriscado pois, se não tratado e eliminado, a infecção pode cair na corrente sanguínea e o paciente pode ter sérios problemas sistêmicos”, explica Renata.

Infelizmente, uma vez que existe um problema na polpa do dente, a única forma de tratá-la é através da endodontia. “O único tratamento que pode substituir o canal é a eliminação do dente. Porém, se um dente ainda tem como possibilidade o tratamento de canal, a retirada dele é contraindicada pela dificuldade de repor esse elemento depois”, considera Renata.



Ao fazer a endodontia em um dente, o mais comum é que ele esteja curado e não seja mais preciso mexer nele. Inclusive, o tratamento de canal é o procedimento com maior taxa de sucesso na odontologia. No entanto, sempre existem exceções. “Quando tratamos um dente endodonticamente, nós eliminamos o nervo do dente, porém o material colocado no ambiente do nervo para vedar o espaço pode sofrer contaminação e essa contaminação pode atingir o ápice da raiz”, considera Renata. Quando isso aconteça, pode formar pús na região, o que propicia o aparecimento de bactérias. E para eliminá-las, só retratando.

Quais os cuidados são necessários após o tratamento